ALCOOLIZAÇÃO DO

PLEXO CELÍACO

Pacientes oncológicos terminais podem ser atingidos por quadros importantes de dor visceral em decorrência do envolvimento de estruturas nervosas locais pelo tumor.

No conteúdo visceral do abdome superior o plexo celíaco e os nervos esplâncnicos representam o principal ponto de transmissão nociceptiva. A interrupção da via de dor ao nível do plexo celíaco e esplâncnicos constitui uma ferramenta fundamental no manejo do paciente terminal que sofre dor visceral.

O bloqueio neurolítico dos esplâncnicos em pacientes com neoplasias primárias ou metastáticas do abdome superior, que não respondem mais ao tratamento convencional da dor por via sistêmica (uso de medicações oral ou injetável), constitui uma valiosa ferramenta no controle da dor crônica oncológica.

A realização deste procedimento é feita por Radiologistas Intervencionistas, estes através de métodos de imagem (tomografia computadorizada), localizam o local das vias nervosas e injetam diretamente sobre elas substâncias  neurolíticas que bloqueiam a transmissão nervosa, e a transmissão dos sinais neurológicos que serão traduzidos em dor.

Trata-se de um procedimento eficaz e com baixo índice de complicações.